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Testes em animais


Por que é preciso realizar testes em animais?


Abaixo temos um trecho da lei que regulamenta em todo o território nacional a utilização de animais para ensaios científicos. Nela podemos também entender as punições e quais órgãos são designados ao controle e a responsabilidade pela fiscalização.

Você pode consultá-la melhor em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11794.htm

LEI Nº 11.794, DE 8 DE OUTUBRO DE 2008.


A criação e a utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica, em todo o território nacional, obedece aos critérios estabelecidos nesta Lei.

A utilização de animais em atividades educacionais fica restrita a:

I – estabelecimentos de ensino superior;

II – estabelecimentos de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica.


São consideradas como atividades de pesquisa científica todas aquelas relacionadas com ciência básica, ciência aplicada, desenvolvimento tecnológico, produção e controle da qualidade de drogas, medicamentos, alimentos, imunobiológicos, instrumentos, ou quaisquer outros testados em animais, conforme definido em regulamento próprio.

Fica criado o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal – CONCEA.


Em 2019 entrará em vigor a norma estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe a comercialização no Brasil de cosméticos e produtos de higiene pessoal que tenham sido testados em animais.

Lucas Portilho, consultor e pesquisador em cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma, diz ser importante ressaltar que, “os testes em animais não são 100% seguros, uma vez que o organismo humano responde de forma semelhante ao dos animais, porém não de forma idêntica. Um exemplo disso é que os camundongos não apresentam resposta imunológica ao níquel, mas esse componente é um dos maiores causadores de alergias em humanos”.

“Atualmente, os métodos alternativos para substituir os animais na pesquisa estão cada vez mais viáveis e eficientes. Uma destas metodologias é a tecnologia in vitro, que tem se mostrado uma das alternativas mais acessíveis para evitar o uso de animais em laboratório. Nesta técnica, células e tecidos são criados artificialmente para estudo, manipulação e teste de eficácia”, explica Lucas Portilho.


De acordo com o Projeto Esperança Animal, PEA, pode-se conceituar:

Testes em Animais: Todo e qualquer experimento com animais cuja finalidade é a obtenção de um resultado seja de comportamento, medicamento, cosmético ou ação de substâncias químicas em geral. Geralmente os experimentos são realizados sem anestésicos, podendo ou não envolver o ato da vivissecção.”

Vivissecção é a dissecação de animais vivos para estudos.


“De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.”

“As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado.”


Qual é a real necessidade de tais atos?


Podemos concordar que nem sempre as reações observadas no organismo animal correspondem às reações do organismo humano.

De acordo com a PEA, já existem métodos eficientes desenvolvidos, como a utilização de sistemas biológicos in vitro, que possibilitariam a abolição do uso dos animais nestes testes.

Além do teste de irritação dos olhos, a PEA enumera alguns dos principais testes realizados em animais:

Teste de irritação dermal: aplicação de substâncias em peles raspadas e feridas até que se cause edema ou sangramento.

Teste LD 50: teste de medição de toxicidade de substâncias, inseridas no organismo animal através de uma sonda gástrica. Além da perfuração, há ocorrência de dores fortes e convulsões, dentre outros sintomas. As doses são administradas até que metade da população do teste morra.

Testes de Toxidade Alcoólica e Tabaco: inalação de fumaça e ingestão de bebidas alcoólicas e posterior dissecação para estudo dos efeitos destas substâncias no organismo.

Testes comportamentais: os animais são submetidos à privações de diversos tipos, como a de água, comida, amor materno, sono, dentre outros. Podem ser feitos testes para observação do medo e estresse. Pode-se realizar estes estudos com a abertura do cérebro e colocação de eletrodos, durante os testes.

Testes armamentistas: submetem os animais à radiação de armas químicas, explosões, colisões, inalação de fumaça, gases tóxicos.

Em 1959, a publicação do livro “Principles of Human Experimental Technique” pelos pesquisadores William Russel e Rex Burch iniciou o movimento de proteção aos animais usados em pesquisa, implantando o princípio dos 3Rs. Os 3R correspondem às suas iniciais em inglês Reduction (redução), Refinement (refinamento) e Replacement (substituição). É papel da SPCAL ( Sociedade Portuguesa de Ciências em Animais de Laboratório) promover os “3R”, ou seja, trabalhar por um “uso relevante, justificado, competente e ético”, propósito que coincide com o da Sociedade Portuguesa para a Educação Humanitária (SPEdH).


(http://ec.europa.eu/environment/chemicals/lab_animals/index_en.htm) Nesse link vocês podem encontrar informações da regulação da União Europeia quanto ao desenvolvimento de novas alternativas à experimentação animal.

Segundo o East to West Skin Care, muitas companhias estão, na medida do possível se esforçando para criar métodos alternativos de ensaios de medicamentos e cosméticos.

Uma prática adotada por muitas pessoas é, antes de comprar um produto de beleza, pesquisar se a fabricante realiza testes em animais. Caso a empresa o faça, a compra não é realizada. A iniciativa é interessante, mas é preciso ter atenção na hora de averiguar esse tipo de informação. O motivo é simples: boa parte das empresas do ramo alega que não faz ensaios em animais. Na teoria, as companhias realmente não os executam. Na verdade, produtos cosméticos finalizados não são usualmente testados em animais, mas muitas das substâncias presentes neles são.

Certifique-se de checar uma fonte confiável, como o PEA (Projeto Esperança Animal) http://www.pea.org.br/crueldade/testes/testam.htm, que indica quais empresas nacionais não promovem testes em animais, ou a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) https://www.peta.org/, que disponibiliza as listas atualizadas das multinacionais que testam seus produtos em bichos, bem como das que são cruelty free.


Número de animais utilizados em pesquisa

Essa é uma breve análise feita com os dados que dispomos hoje sobre o assunto. A minha opinião é que os animais não precisam sofrer, ser torturados e usados como cobaias para que tenhamos um shampoo novo, uma maquiagem, perfumes etc.

Eu sou contra os Testes em Animais!


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