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Vegetarianismo: moda ou é ecologicamente sustentável?


O Vegetarianismo surgiu há cerca de 5 milhões de anos. É um regime alimentar que exclui, da dieta, todos os tipos de carne (boi, peixe, frutos do mar, porco, frango e outras aves etc.), bem como alimentos dela derivados. Quanto aos demais produtos de origem animal (leite, queijo, ovo etc.), as definições variam: segundo o Dicionário Aurélio.


"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais." - Victor Hugo


Os benefícios do Vegetarianismo tem sido evidentes ao longo de todas as culturas, e uma dieta exclusivamente a base de vegetais tem mantido a população humana desde milhões de anos atrás. Com a população global crescendo de forma exaustiva e os recursos decrescendo de forma assustadora, o Vegetarianismo/Veganismo é considerado por muitos, como a solução para todos os problemas da humanidade, e irá influenciar grandemente, o futuro das gerações que se seguem.

Sua dieta é formada por legumes, frutas, verduras, grãos e cereais. O consumo de leite e ovos é tolerado por alguns praticantes. Por isso, os vegetarianos são divididos em três grupos:


1. Os ovolactovegetarianos, que são aqueles que não comem nenhum tipo de carne, mas mantêm uma dieta à base de vegetais, aberta ao consumo de ovos e laticínios.


2. Os lacto vegetarianos, que não comem carne nem ovos, mas consomem laticínios. Essa é uma condição bastante comum na Índia, que tem um grande número de vegetarianos.


3. Os vegetarianos estritos, que são os que não comem carne, ovos e nem laticínios. Eles acreditam que qualquer um desses elementos pode prejudicar os animais.


Muitas das pessoas que decidem por uma dieta vegetariana, aderem a esse novo estilo de vida buscando uma vida mais saudável, um estilo de vida melhor, outras estão em busca de ajudar na preservação dos recursos naturais e de muitas espécies.

Algumas pesquisas mostram que uma dieta rica em alimentos de origem mineral, vegetal e pobre em alimentos de origem animal pode contribuir muito para a melhoria da saúde física e mental. Frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, sementes e nozes protegem contra o câncer, fortalecendo as defesas do corpo e ajudando o intestino a funcionar bem. Procure variar esses alimentos e faça deles a base da sua alimentação. Diversas instituições governamentais também recomendam uma dieta com maior consumo de alimentos como frutas, verduras e grãos para se ter uma alimentação mais saudável.  A recomendação é consumir, no mínimo, cinco porções (400g) por dia de frutas e vegetais sem amido, como espinafre, bertalha, agrião, tomate, cenoura, couve-flor, beterraba, chuchu, quiabo e abobrinha, sendo duas porções de frutas e três de vegetais sem amido. Cada porção equivale a uma quantidade que caiba na palma da sua mão, do produto picado ou inteiro, totalizando 80g.



Um consenso, resultado da compilação de mais de 30 anos de pesquisa dos principais cientistas de todo mundo que buscam definir uma dieta saudável e sustentável, concluiu a necessidade de cortar drasticamente o consumo de carnes e produtos de origem animal.

A alimentação saudável tem sua importância por proporcionar uma série de benefícios, como:

  1. Melhoria do sistema imunológico

  2. Maior capacidade de concentração

  3. Mais disposição para as atividades diárias

  4. Prevenção de doenças

  5. Auxilia o sono

  6. Combate a depressão e o estresse

A falta de uma alimentação saudável está relacionada com a desnutrição e transtornos alimentares.

De acordo com Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nos Estados Unidos, cerca de 64% dos adultos e cerca de 15% das crianças com idade entre 6 e 19 anos estão acima do peso. Além disso, esta parcela da população apresenta maior risco de desenvolver doenças como a diabetes e doenças cardiovasculares.

A EAT-Lancet Commission on Food (https://eatforum.org/learn-and-discover/):

A EAT é uma organização independente sem fins lucrativos com sede em Oslo, na Noruega, fundada pela Fundação Stordalen, Wellcome Trust e pelo Centro de Resiliência de Estocolmo. Todas as atividades relacionadas à ciência do EAT são financiadas exclusivamente por fontes sem fins lucrativos. Planet, Health traz a revisão completa sobre o que constitui uma dieta a partir de um sistema sustentável e quais ações podem apoiar e acelerar a transformação desse sistema de produção de alimentos.

Com a ciência à mão, podemos afirmar que, tal como defende a Associação Norte-americana de Dietética num documento de posicionamento, “as dietas vegetarianas adequadamente planejadas, incluindo as dietas totalmente vegetarianas ou veganas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem proporcionar benefícios para a saúde na prevenção e no tratamento de certas doenças. As dietas vegetarianas bem planejadas são apropriadas para todas as etapas do ciclo vital, incluindo a gravidez, a lactação, a infância e a adolescência, assim como para os atletas”.

Uma dieta vegetariana é baseada em alimentos contendo maior quantidade de fibras e menor quantidade de gordura ruins, auxiliando tanto na manutenção do peso quanto na redução da gordura corporal.

A indústria de alimentos de origem animal e a pecuária utilizam uma enorme quantidade de recursos naturais que poderiam ser reduzidos, caso o consumo de carne fosse menor. A utilização de combustível fóssil é enorme para que seja realizada a criação de aves, bois, porcos e muitos outros animais.

Além disso, a criação de animais também utiliza uma enorme quantidade de terras que poderiam ser utilizadas para a agricultura, ajudando na maior produção de alimentos como grãos e leguminosas. Outra questão é que muitas florestas são destruídas e desmatadas para que se possa atender à demanda de carnes pelo mercado consumidor, causando um problema ambiental enorme.

O consumo de água e energia para a criação de animais também é outro grande problema. Estima-se que se utiliza de 3 a 15 vezes mais água para a produção de proteínas animais do que para a produção de proteínas vegetais. Portanto, todos estes recursos poderiam ser mais bem aproveitados se houvesse menor consumo de carnes.



"Vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo." - Albert Schweitzer


As regiões do mundo que são mais afetadas pela desertificação são aquelas produtoras de gado como a América Central e do Sul, Oeste Americano, África subsaariana e Austrália. No âmbito global tem-se uma área anual de 21 milhões de hectares que se torna improdutiva pela desertificação.

Somente para efeito de comparação saiba que enquanto 39 litros de água são gastos para produzir um quilo de tomates, 2.794 litros são utilizados para a produzir meio quilo de carne suína e até 20.700 litros são destinados para a mesma produção de carne bovina.

E se tudo isso descrito até agora não tem te feito enxergar com outros olhos a situação, posso falar que infelizmente, muitas pessoas não conhecem as reais condições em que muitos animais são tratados dentro das fazendas. A crueldade utilizada na criação de muitos deles é enorme. Nas indústrias modernas, estes animais recebem, de forma frequente, injeções de hormônios e estimulantes para que possam crescer mais rapidamente. Além disso, durante o confinamento e transporte, muitos animais morrem de fome, sede e de calor. O abate também é normalmente feito de forma cruel e violenta, causando um estresse imenso nos animais. Ser vegetariano, portanto, pode ser uma forma de se reduzir estes maus tratos e diminuir a demanda por este tipo de alimento.


Muitas pessoas têm dificuldades em fazer a mudança do hábito extremamente carnívoro para uma dieta com menos proteína animal. A melhor opção para diminuir o consumo de carne ou fazer a transição vegetariana é adotar alguns dias da semana para evitar qualquer tipo de produto de origem animal. Ao tornar-se vegetariano ou diminuir o consumo de carne, é necessário pesquisar outros sabores e receitas com vegetais que possam agradar ao seu paladar. Com certeza sua alimentação vai ficar mais rica e você vai prestar mais atenção ao que come. A carne é fonte de diversos nutrientes importantes para o nosso corpo. O ferro é um dos principais e é facilmente absorvido quando de origem animal. Entretanto, os vegetais podem suprir as necessidades humanas quando consumidos de maneira variada. Consulte um profissional de nutrição para saber os melhores substitutos da carne na sua alimentação.


O novo hábito alimentar começa pelo supermercado. Passe a reparar na imensa quantidade de opções que o comércio oferece principalmente as feiras.

Toda mudança exige tempo de adaptação e muito foco no objetivo de reduzir o consumo de carne.


No veganismo, a questão ideológica estende-se a todo e qualquer produto de origem animal. Os veganos vão além de não consumirem carne, ovos, mel e laticínios. Eles não usam roupas de couro, seda ou lã, por exemplo. Os veganos não usam produtos de beleza testados em animais e condenam o uso de bichos em apresentações de circo e rodeios. Muitos adeptos começaram com uma dieta vegetariana e depois excluíram qualquer forma de exploração animal do seu dia a dia.



Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira, estima-se que cerca de 16 milhões de pessoas sejam vegetarianas no país (dados de 2012). Já o número de veganos seria de aproximadamente um terço dessa população, chegando a 5 milhões de pessoas. O mundo está se “veganizando” e a ideologia que estimula a preservação de todos os animais, principalmente em nosso uso alimentar, cresce cada dia mais pelos quatro cantos do planeta. “O que impede o veganismo de crescer ainda mais é o despreparo de muitos profissionais da saúde em orientar pessoas veganas. Muitas pessoas querem mudar, mas tem receio que a saúde não fique em bom estado. Já sabemos que a alimentação vegana é segura para todas as fases da vida, portanto, quem deseja deixar a carne de lado deve procurar profissionais que entendam do assunto”, ressalta a Dra. Jéssica Stein.


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Um Grande Beijo e até a próxima.


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