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Violência e suas formas

Até quando vamos viver assim?

A violência tem afetado mulheres de todas as classes sociais, etnias e regiões.

21 mortes e 11 tentativas de homicídios ocorreram na primeira semana de 2019 que foram noticiados pela imprensa. Esse números estão em constante atualização.

Um levantamento do Ministério Público do Estado de São Paulo revela que 66% dos assassinatos de mulheres acontecem dentro do ambiente familiar.


Segundo o site CNJ (http://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/lei-maria-da-penha/formas-de-violencia) são classificados os seguintes tipos de violência:


Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero - violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica - acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual - ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.

As formas da violência podem se manifestar de várias formas, e em diferentes graus de intensidade. Podendo ou não serem de maneira isolada, uma forma conjunta de ações, ou episódios em sequência que vão aumentando e se intensificando, podendo chegar à morte da vítima.

Os princípios do lema da Revolução Francesa – Liberdade, Igualdade e Fraternidade – que para os iluministas, era uma busca lógica pela verdade e poderia ser politicamente conveniente ao levar a uma sociedade mais progressista e justa, que permitiria liberdade e felicidade para todos têm sido redimensionados e ganhando novos contornos.


A Sociedade Patriarcal


À origem do termo "família", vem do vocábulo latino famulus, que significa "escravo doméstico".

“O patriarca tinha sob seu poder a mulher, os filhos, os escravos e os vassalos, além do direito de vida e de morte sobre todos eles. A autoridade do pater familiae sobre os filhos prevalecia até mesmo sobre a autoridade do Estado e duraria até a morte do patriarca, que poderia, inclusive, transformar seu filho em escravo e vendê-lo” (Xavier, 1998)

Na história da colonização do Brasil e a formação da sociedade brasileira, caracterizou-se um modelo de família que hoje conhecemos, o modelo patriarcal.

Nesse cenário familiar, podemos ver a mulher sendo caracterizada como "esposa dócil, submissa, ociosa e indolente, ocupando importância extrema na educação dos filhos, na gerência do domicílio e assumindo a posição de chefe na ausência do patriarca”.

Esses atrasos intelectuais vem gerando grandes problemas sociais e de desigualdades gigantescas na vida de milhares mulheres do planeta.

Os homens exercem opressão sobre as mulheres mesmo sem perceber, pois a partir do momento em que nascem são colocados como possuidores do poder e da dominação. E o sexo feminino é excluída. Um exemplo que acontece ainda nos dias de hoje é que o homem pode brincar com objetos que simulam profissões importantes e que exigem força, enquanto as mulheres são ensinadas que sua função é única e exclusivamente criar bebês, cozinhar e cuidar da casa.

Se hoje vivemos ainda em uma sociedade Patriarcal é por causa da instituição de tal modelo como sendo o certo, já está enraizado e podemos notar os comportamentos e pensamentos em todas as áreas da vida: em nossas casas, no nosso ambiente de trabalho, nas escolas, nas igrejas, no mercado de trabalho, etc.

O patriarcado tem matado todos os dias, julgando de maneira errada as atitudes das mulheres que andam sozinhas à noite e são estupradas, julgando as mães que deixam seus filhos em casa e seguem a carreira profissional, menosprezando o trabalho intelectual de muitas mulheres, colocando os homens como juízes sociais e líderes intocáveis. Ele está em todo lugar, em todos os setores, em todos os momentos. Sim, nós precisamos falar sobre o patriarcado. Sim, nós precisamos repensar o patriarcado. Hoje e todos os dias.


É tudo um Mimimi que só

Qual o primeiro pensamento que vem a sua mente quando você vê essa imagem acima?

Pasmem, meu leitores, mas o machismo não é exclusividade dos homens.

Mulheres se sentem cada vez mais diminuídas, sofrem com complexos de inferioridade, por causa de sua criação, educação, pelo convívio social ou no seu ambiente de trabalho. Isso acontece porque o machismo encontra-se internalizado e existem poucos incentivos reais para que esse problema seja controlado e amenizado, quanto mais extirpado.


"Machismo significa a concepção de que mulheres são subordinadas aos homens. O feminismo, por sua vez, não é o contrário de machismo. O feminismo não supõe que homens são subordinados às mulheres, mas que homens e mulheres são iguais." - Mario Sérgio Cortella


Não podemos e não devemos ver o machismo como algo natural, a opressão, violência e tentemos justificar tais atitudes.

O movimento feminista precisa ser interno, para a atitude externa surtir mais efeito. O estudo do movimento é um primeiro passo importantíssimo para começarmos a entender o que pode acontecer dentro da sua casa, com a sua mãe, a sua irmã, a sua filha se não mudarmos nossa forma de pensar e agir. Ainda hoje, muitas pessoas continuam invalidando o movimento feminista, e defendem que as mulheres devem sim ser submetidas à humilhação. O feminicídio é um assunto de abordagem muito recente, tanto no campo jurídico quanto no sociológico.

Temos que buscar cada vez mais esses estar cientes que agressões, sejam elas físicas, psicológicas ou de qualquer outro tipo, especialmente quando vem de nossos parceiros, não são comportamentos normais e aceitáveis.


Não se cale. Se você está sofrendo algum tipo de violência, ou conheça alguém que está passando por esta situação, por favor, denuncie pelo Disque 180.

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